AÇÃO ANTIFÚNGICA DA CLORAMINA T EM CEPA DE CANDIDA ALBICANS

Marianne de Lucena Rangel, Janine Montenegro T. M. de Medeiros Vanderlei, Ana Claudia de Queiroz Vanderlei, Thayana Karla Guerra Lira dos Santos, Fabíola Galbatti de Carvalho, Ricardo Dias de Castro

Resumo


Diante do evidente crescimento do número de patógenos resistentes aos antifúngicos atualmente utilizados, esse estudo objetivou avaliar a susceptibilidade da Candida albicans (CBS 562) à cloramina T. Para tanto, foram determinadas a Concentração Inibitória Mínima (CIM) e a Concentração Fungicida Mínima (CFM) a partir da técnica da microdiluição, em meio de cultura Sabouraud dextrose, duplamente concentrado, utilizando-se microplacas com 96 poços. Também foi verificada a possível ação da cloramina T sobre a parede celular fúngica a partir do acréscimo do Sorbitol ao meio de cultura. Foram realizados controles de viabilidade das cepas e esterilidade do meio de cultura. A nistatina foi utilizada como controle positivo e os ensaios foram realizados em triplicata. A leitura para determinação da CIM foi feita a partir do método visual associado ao uso do corante, 2, 3, 5 trifenil cloreto de tetrazólio (TCT).  A cloramina T apresentou CIM e CFM de 500 µg/mL sobre a cepa investigada. A nistatina demonstrou ação sobre C. albicans à CIM e CFM com concentração de 1,56 µg/mL. Os resultados da microdiluição com sorbitol sugerem que um dos mecanismos de ação da cloramina T seja através da parede celular fúngica, uma vez que o teste apresentou a CIM de 1000 µg/mL. Dessa forma, pode-se concluir que a cloramina T apresentou atividade antifúngica sobre C. albicans e que um dos seus mecanismos de ação pode estar relacionado com a parede celular fúngica.


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Revista Campo do Saber

ISSN: 2447-5017

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